Profundo incerto
"Todos nós nascemos originais e morremos cópias".Carl J. Jung
domingo, 6 de janeiro de 2013
"O Espetáculo da vida" por Augusto Cury
domingo, 23 de setembro de 2012
"O Primeiro Beijo" por José Luís Peixoto
"Abraça-me" por Joaquim Pessoa
domingo, 15 de março de 2009
Alquimia do amor I e II de Margarida Rebelo Pinto (Excertos)

“O amor é mais do que querer, desejar, sonhar e amar. É partilhar a vida inteira, numa entrega sem limites, como mergulhar no mar sem fundo ou voar a incalculáveis altitudes. O amor é muita coisa junta, não cabe em palavras nem em beijos, porque se leva a si mesmo por caminhos que nem ele mesmo conhece, por isso é que quem ama se repete sem se cansar e tudo promete quase sem pensar, porque o amor, quando é a sério, sai-nos por todos os poros, até quando estamos calados ou a dormir.”
“E quem ama, até pode estar apaixonado, mas nada chega ao amor quando o amor chega e entra na nossa vida, muda tudo e tudo na vida muda. O que havia antes apaga-se, deixa de ter sentido, reduz-se à sua insignificância de passado que já passou.
Amar alguém é começar a viver outra vez, terminou-se uma viagem e começa-se. Esquecem-se as desilusões, o medo de falhar, e aqueles que nos amaram ou que nós pensamos ter amado morrem sem dor dentro dos álbuns de fotografia e molhes de cartas desmaiadas, já sem voz nem lugar.”
“Mas o amor a sério, o amor para durar uma vida, é quase secreto, quase escondido, quer-se discreto e comedido, independente e inconformado.
O amor não tem nenhuma receita milagrosa, é como um prato que se faz com alma e coração, a cabeça e o corpo, tudo em doses bem medidas, muita paz e serenidade.”
Excertos do texto Alquimia do amor, “Crónicas da Margarida”
“Porque o que eu gosto mais no amor não é o facto dele existir momentaneamente, de nos encher os dias de cor e as noites de prazer, de nos fazer andar um palmo acima do chão e uma mão-travessa perto do céu. Esse amor primitivo, fácil, impetuoso, instintivo e rápido é privilégio de todos. Mas o amor profundo, dedicado, silencioso, incondicional, gratuito, dador e por tudo isso esquecido dentro da sua própria grandeza, esse, é só para quem pode.
Por isso o que eu mais gosto no amor é que além de caber tudo lá dentro é que este amor, o verdadeiro, nunca mais acaba. Pode cansar-se, entristecer-se, ir-se um bocadinho abaixo, mas nunca morre. Pode até adoecer, mas o mal nunca é mortal, e quando recupera, é o primeiro a esquecer a dor, o sofrimento, as tristezas.”
“Não se ama pelas qualidades. Nem por isto ou por aquilo. Ama-se simplesmente, e sobretudo ama-se apesar deste e aquele defeito que às vezes até pode ser um espinho na nossa vida. Porque para quem ama, um pequeno espinho é sempre reduzido à sua verdadeira insignificância e nunca se deixa que ele se transforme num problema.
É este o grande segredo: amar, amar perdidamente, entregar-se todos os dias, dar tudo sem pedir nada, ajudar sempre, pensar pela cabeça do outro e tentar perceber o que é mais importante para ele, dar-lhe paz, sossego, atenção e, acima de tudo uma vida feliz.”
“O verdadeiro amor, o incondicional, alimenta-se de beijos e sorrisos, de projectos e promessas, de palavras e ideias. O verdadeiro amor está lá, todos os dias a todas as horas, atento e vigilante, sempre próximo e diferente, sempre preparado para abrir os braços e proteger, fechar os olhos e sonhar. O verdadeiro amor é omnipresente e omnipotente, mas nunca se cansa nem se ausenta, nunca se paga nem se subtrai. Só suspira às vezes, para ganhar forças e seguir caminho. É este o amor raro, secreto, mágico e perfeito que nos faz sermos felizes, sempre, apesar de tudo e acima de tudo. E o resto são pequenos nadas que pertencem ao mundo dos comuns mortais.”
Excertos do texto Alquimia do amor II, “As crónicas da Margarida”
domingo, 26 de outubro de 2008
"Os meus medos…- visão da neurose fóbica" por Joana Patrícia Dias

A neurose fóbica trata-se de um quadro caracterizado pelo medo de determinados lugares, objectos ou situações, que determinam uma série de condutas de insegurança e evitamento.
Os sintomas predominantes são uma sensação de evitamento, o permanente estado de alerta e a atitude de fuga.
A exposição ao estímulo, ou simples visualização mental do mesmo, desencadeia no sujeito um temor expresso e persistente, excessivo e irracional.
As situações fóbicas são evitadas ou suportadas à custa de uma intensa ansiedade ou mal-estar emocional.
Os comportamentos de evitamento e o mal-estar provocado interferem na vida normal da pessoa, ao nível dos seus relacionamentos laborais e sociais.
A prevalência é maior em doentes psiquiátricos (cerca de 20%), quando comparada com a população geral (cerca 1%), sendo mais frequente em indivíduos do sexo feminino.
As fobias mais comuns são a agorofobia (medo de permanecer em lugares públicos), ao que se seguem as fobias sociais (temor de situações em que há uma exposição pública a pessoas não familiares), e por fim, não menos importantes, as fobias a animais.
A fobia ao sangue constitui um grupo especial, normalmente aparece na infância e pode ter incidência familiar.
Quando o sujeito se encontra afastado do estímulo, normalmente não apresenta sintomas.
A agorofobia é a fobia mais incapacitante de todas, pode mesmo chegar a impedir o paciente de sair de casa, entrar em lojas, viajar sozinho... Normalmente estes doentes reduzem ou superam os seus medos na presença de alguém em quem depositam grande confiança. Em fases avançadas da doença pode acontecer que venham a desenvolver síndromes depressivos e a abusar de álcool e drogas.
É bastante conhecido o ‘medo de falar em público’ que muitas pessoas relatam. Quando se trata de uma situação de evitamento generalizada, chegando a interferir com o relacionamento laboral ou social, pode dizer-se de que estamos perante um caso de fobia social.
Em clínica considera-se que indivíduos com certas características têm uma maior predisposição para desenvolver quadros deste género. Inibição, hiperemotividade e comportamentos alterados constituem algumas referências na personalidade neurótica.
Não se pode determinar se é devida a influências genéticas ou factores ambientais, sabe-se apenas que estas duas determinantes se encontram confluentes num mesmo indivíduo que padece desta doença.
Ao nível do tratamento, aos psicofármacos normalmente associa-se uma terapia psicológica de dessensibilização, em que o doente vai sendo exposto progressivamente ao objecto que lhe causa essa incapacidade flutuante. Para além disso, as técnicas cognitivo-comportamentais ‘ensinam’ o sujeito a vencer os comportamentos de evitamento que tanto acondicionam a sua vida.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
"Quando nos sentimos frustrados" por Ana Claudia Ferreira de Oliveira

Entretanto, quando somos tomados por sentimentos ditos “negativos”, como raiva, ódio, ira, inveja, entre outros, não gostamos das sensações despertadas. São sensações incómodas que, em geral, acordam “leões” adormecidos dentro de nós e levam-nos a questionar o caminho que estamos a seguir. Podemo-nos sentir perdidos, inseguros e assustados com a intensidade com que somos tomados pelas situações.
Quando isso acontece, a nossa tendência é tentar anular esses sentimentos, seja pela supressão, repressão ou pela simples libertação (descarga) de tudo aquilo que estamos a sentir. Sentimo-nos frustrados e queremos que tudo aquilo passe logo. A dor sentida é grande e, então, temos medo de não aguentar e explodir, ou de nos perdermos no abismo profundo do nosso lado “negro”.
Essas sensações desagradáveis despertadas são tanto mais insuportáveis de lidar conforme a capacidade que temos, ou não, de contê-las e transformá-las, de modo a se tornarem úteis para nós. Esse processo está ligado à nossa capacidade de tolerar frustrações.
Embora seja sempre muito desagradável a sensação causada pela frustração, podemos tirar partido dessa situação em prol do nosso desenvolvimento pessoal.
Deve-se estar a perguntar, como sentimentos maus e sensações desagradáveis podem tornar-se úteis para nós de algum modo. Pois bem, eles não só podem, como são necessários para o amadurecimento psíquico e para a integração da nossa personalidade.
Por mais que lutemos contra, é facto que não somos só constituídos de sentimentos nobres e emoções agradáveis. Do mesmo modo, nem sempre conseguimos, na nossa vida, ter reacções adequadas e socialmente aceites. Entretanto, temos a tendência de tentar, a todo o custo, evitar sentimentos desagradáveis, permitindo-nos apenas os “sentimentos nobres”, as “emoções satisfatórias” e as “reacções mais adequadas”.
Somos seres dinâmicos e, como tal, constituídos de luz e sombra, amor e ódio, paz e conflito. Existem camadas do nosso psiquismo e partes da nossa personalidade que ainda não conhecemos. O que há em nós de conhecido contrapõe-se a tudo o que não sabemos ou não tomamos contacto, que é a nossa sombra. E essa sombra constitui-nos tanto quanto o que há de “luz” em nós. Sem ela, não somos inteiros, não estamos íntegros. Acabamos por compor só uma parte da história, como se houvesse só “meninos”.
Entretanto, não há história completa sem “bandidos”, que representam tudo aquilo que há de não-conhecido, não-aceite ou não-integrado em nós. Eles incomodam-nos muito, e enquanto permanecem inconscientes, aprisionados no nosso “calabouço” psíquico, actuam sorrateiramente, provocando diferentes emoções, sensações, e reacções muitas vezes impensadas, inesperadas, ou até mesmo compulsivas, que podem parecer sem sentido ou a caminhar em contra mão da nossa vontade consciente.
Se houver disponibilidade para encarar os nossos próprios inimigos internos podemo-nos surpreender com o resultado. “Dar vida” ao lado negro e obscuro de nossa personalidade, pode ser o caminho não só para que não sejamos apanhados de “calças curtas” pelos nossos “bandidos”, como para que possamos integrá-los na nossa personalidade, enriquecendo a nossa experiência emocional e propiciando o desenvolvimento psíquico.
Sempre que há frustração é útil perguntarmo-nos o que, nas nossas expectativas, não foi atendido. Não há frustração sem expectativa prévia.
Quando nos deixamos levar pelas emoções desagradáveis e damos o tempo necessário para o processamento, no nosso mundo interno, de tudo o que nos é despertado por aquela situação, então, teremos condição de pensar sobre a experiência, tirando dela algum significado que pode vir a representar um ganho em termos de crescimento emocional.
Diante de situações de dor e frustração, podemos tentar, em primeiro lugar, sentir o que está a vir ao de cimo. Conforme os sentimentos forem aparecendo, podemo-nos questionar:
• O que esses sentimentos despertados significam?
• O que eu esperava que não alcancei?
• O que essa frustração está a ensinar-me sobre o meu mundo emocional e sobre o mundo emocional da outra pessoa com quem eu me relaciono nesse momento de dor?
• Quais são as crenças que tenho sobre mim, a vida, o prazer, o sucesso, os relacionamentos, e que essa situação só vem reafirmar?
• Há algo que eu possa fazer por mim, nesse momento, para aliviar a carga dessa frustração? (desde que não seja ter outros comportamentos que, mais tarde, trarão mais arrependimento e frustração, como no caso da pessoa que começa a comer demais para tentar não sentir e não olhar para aquela dor, ou daquela que gasta todo o seu orçamento mensal e depois se arrepende ficando com várias dívidas para acertar)
• O que eu fiz ou como eu contribui para que o resultado da situação fosse esse?
• O que eu posso fazer para que, de uma outra vez, o resultado seja diferente?
• O que essa situação me acrescenta em termos de conhecimento sobre a vida, sobre as pessoas, sobre os relacionamentos, de modo a que eu possa capacitar-me melhor para outras situações que a vida ainda me reserva?
Essas e outras questões podem-nos ajudar a lidar com a sensação de frustração.
Se observarmos mais a fundo, veremos que muitas vezes deixamos de viver e esperar, desejar e sonhar na vida, com medo da frustração. Quando temos pouco ou quase nenhum contacto com o nosso mundo emocional assustamo-nos com o que sentimos diante da frustração e temos medo de não encontrarmos sustentação e aparato internos para lidar com a situação. Sentimos que não há esperança.
Na tentativa de nos livrarmos da dor, tendemos a anestesiarmo-nos e a refugiarmo-nos em algum espaço dentro de nós onde nos sintamos seguros. Procurando evitar o sofrimento, deixamos de viver, e assim, sem perceber, seguimos como “mortos-vivos”, sem nos envolvermos directamente em nada, seja um trabalho, um projecto, um relacionamento, um tratamento, etc.
O facto é que, assim, estamos a evitar a própria vida, abrindo mão de vivê-la. Se algum projecto, trabalho, relacionamento ou tratamento teria alguma possibilidade de dar certo, de trazer prazer, bem-estar e realização, nunca saberemos, porque diante do temor de não conseguir ou perder, estamos a escolher não tentar.
A fuga das emoções e sentimentos negativos é uma escolha que nos tira do contacto verdadeiro com o nosso ser, afasta-nos de quem somos e deixa-nos cada vez mais esvaziados. No final de contas, ao contrário do que possa parecer, evitar as nossas emoções negativas, deixa-nos frustrados e sem sentido para a vida.
Só o contacto real e verdadeiro com tudo o que há de mais vivo no nosso íntimo, sejam emoções agradáveis ou desagradáveis, sentimentos “nobres” ou “mesquinhos”, permite que nos sintamos seres inteiros e fortalecidos, fazendo dos momentos de dor e crise, oportunidades para o crescimento e transformação, no caminho de uma vida mais plena e feliz.
sábado, 13 de outubro de 2007
David Fonseca - 4th Chance
Este cd é uma verdadeira terapia.... Faz bem a tudo, acreditem...
Espero que gostem... E que o oiçam... Tenho a certeza que depois de o ouvirem uma vez, vão querer ouvir muitas mais...
domingo, 2 de setembro de 2007
Professor português é Educador Internacional do Ano 2007
"Segundo o Centro Biográfico Internacional (IBC) de Cambridge, o professor Freitas-Magalhães foi escolhido pelo "pioneirismo dos seus trabalhos científicos sobre a psicologia do sorriso humano e pela inovação dos seus métodos educativos", refere a universidade, em comunicado.O IBC, fundado há mais de 40 anos, é o líder mundial de publicação de biografias, tendo já editado 150 livros com dados biográficos de mais de um milhão de pessoas."Anualmente, milhares de biografias de personalidades do mundo académico, cadastradas no IBC, são analisadas em busca de grandes responsáveis por influenciar e incentivar os jovens e futuros líderes do Mundo", lê-se na notificação oficial do prémio, citada pela Universidade Fernando Pessoa (UFP).Segundo o director-geral do IBC, Nicholas Law, "o prémio de Educador Internacional do Ano é concedido apenas a personalidades que trabalham com destaque em prol da educação no Mundo".Freitas-Magalhães é director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Faculdade de Ciências da Saúde da UFP e autor de vários livros, entre os quais "A Psicologia das Emoções" e "A Psicologia do Sorriso Humano"."


